Another Words


Strangers
5 de setembro de 2009, 1:10 AM
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Ok, que vidinha mais bagunçada tá a minha. Bom, não exatamente bagunçada, mas diferente do que sempre foi.

Muitas incertezas, muitos desejos, poucas possibilidades. Não sei se vale a pena eu continuar meu curso na UnB, porque tou achando tudo muito chato, uma tortura ir praquele lugar. Não as aulas em si, que até não estão tão ruins. Apesar desse ser, de longe, o semestre mais picareta. PV1 não teve nada de mais até agora, tou sem prof. em AG1 até o dia 14, MPG até aprendo coisas, mas a aula é cansativa. Só fotografia que tá bem bacana (por acaso, a única matéria que não é do meu departamento e a única que faço com pessoas aleatórias). Mas aquele ambiente me deixa completamente infeliz. Não me identifico com as pessoas, não tenho vontade de fazer absolutamente nada por lá, não fico nem animada em estar lá,  não gosto de passar o tempo livre fazendo nada naqueles prédios… um peixe fora d’água mesmo! Eu não consigo ver progresso nenhum em mim mesma com relação ao curso. Nossa, tá bem chato, mesmo. Não que eu esteja presa ao meu Ensino Médio, como minha mãe sugere. Nem que eu não me esforce. É outra coisa… É questão de não se sentir bem no lugar mesmo. E ver o quanto aquilo te afeta, deixando seu astral lá embaixo. Eu fico quase o tempo todo torcendo pra sair de lá e ir pra casa ou pra encontrar alguém amigo.

É muito estranho, porque na UDF, que eu não conheço quase ninguém, me sinto bem. Não tem ninguém muito querido, a não ser o Paulo, mas eu vejo ele umas 2 vezes por semana por 15 minutos só. É uma questão das pessoas que te cercam não te fazerem mal mesmo. Não precisa fazer bem também, é só ficar lá, numa boa, sem te afetar negativamente. Não tem competição, não tem crítica, nada.

Eu sei que isso, provavelmente, é uma má fase minha, que não ando muito paciente e tolerante. Porque sempre me senti assim com as pessoas da UnB, mas eu pensava “tudo bem, você precisa aceitar as novas pessoas”. Acontece que antes não me fazia tão mal, quanto agora.

Tá uma coisa bem estranha esse ano…

Quando ao post “Let the flames begin”:

– CONSEGUI MONITORIA DE METODOLOGIA! :D

– E fui no cinema na quarta, all by myself! “Se beber, não case”. Meudeudocéu! Que filme engraçado! Juro! E olha que eu detesto comédias americanas…



Inferno Astral
24 de maio de 2009, 12:32 AM
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Odeio mediocridade, meio-termo, nem quente-nem frio, nem bom-nem ruim. Não gosto de ser só mais uma no meio dos milhares estudantes de direito, nem só mais uma que gosta e que quer trabalhar com design. Já não gosto nem de ser mais uma no meio dessa cidade, o que é mais que normal. Mas o comodismo (e o cansaço) tomou conta de mim e acaba que eu sou aluna MS, sou só mais uma mesmo. E o que eu faço que, teoricamente, deveria me diferenciar, não é reconhecido ou não é valorizado. Então, qual o sentido de eu me envolver em mil e uma coisas (que, confesso, entro mais por gostar do que pela busca de reconhecimento) se não vai fazer a menor diferença no fim das contas? Aliás, só vai reduzir o tempo que eu deveria fazer alguma outra atividade “mais importante”. Mas as coisas extra-curriculares que eu faço me dão prazer. Eu gosto de “perder” um final de semana pra ficar dentro de uma sala discutindo sobre algum problema mundial, eu gosto de gastar a tarde do meu domingo falando sobre o que eu acredito pra protótipos de gente, eu gosto de ajudar pessoas que não tem ajuda. Gosto ainda de escrever, de dormir, de fazer nada, de ficar deitada na minha cama pensando na morte da bezerra ou nos formatos das estrelinhas no teto do meu quarto. Enfim, gosto de ter um tempo pra mim, pra eu desfrutar da minha própria companhia.

Acontece que todo mundo enxerga tudo que eu faço como “ela fica arranjando mil coisas pra fazer”! O pessoal da UnB pensa que eu sou doida em fazer outra faculdade e devem achar inútil, no fim das contas. Ou, no mínimo, que eu não sei o que quero. Os da UDF não entendem que diabos é desenho industrial e pensam que eu fico só de manhãzinha da universidade federal desenhando coisas legais. Os dois acham que é perda de tempo na altura do campeonato eu mexer com simulação (isso quando eles entendem o que é isso, lógico), catequese, projeto lá na vila DNOCS ou qualquer outra coisa que eu faça. Pensar em ir no cinema numa quarta então… nossa! É pecado.

Chega uma hora que cansa de conviver com pessoas que não vivem no mesmo universo que você. Porque só vem crítica e nunca reconhecimento, sabe?! Não que eu esteja pedindo isso, mas parar de ficar julgando o meu tempo não-UnB já seria o bastante. Por outro lado, talvez todo mundo tenha razão… talvez eu esteja fazendo coisa demais. Mas eu só me envolvo com esse tanto de coisa porque eu sei que eu dou conta. Acontece que ultimamente não tem sido assim. Eu tou cansada, sério. Como nunca antes. Por milhões de motivos, além do tempo apertado. Eu sei que não tou dando o máximo de mim mesma, mas eu juro que tou fazendo o que consigo, o que minha disposição me permite. Mas não tá vindo mais retorno como antes. De nenhum lado. Parece que eu finalmente virei adulta e que sou eu e eu só. E eu não tava preparada pra isso ainda. Eu achava que fosse ter reconhecimento aqui em casa e nas faculdades pelas coisas que eu faço, que fosse ter os amiguinhos high school na UnB, que fosse ser um monte de coisa, muito diferente do que tá sendo. E, na verdade, não vem nada. Nem nota, nem elogio, nem uma frase que não seja criticando a minha mania de querer fazer tudo ao mesmo tempo. E disso tudo sobrou uma alternativa: aprender a ser auto-crítica e não querer botar defeito em tudo que eu faço até alguém abrir meus olhos pra dizer “não, Paula! Foi bom o que você fez…”

E não vou trancar faculdade, deixar de participar das coisas que eu gosto ou de ir no cinema na quarta. Não vou! Porque eu tenho alguns (poucos) exemplos bem-sucedidos de pessoas que conseguiram fazer bem alguma coisa além da faculdade. Mas eu também não suporto estudar pra tirar 7 ou 8. Isso era muito aceitável no Ensino Médio, porque era tudo muito inútil no meu ponto de vista (e eu ainda acredito que seja!). Mas agora que eu escolhi o que eu quero fazer pro resto da vida, não dá pra ficar sendo aluninha mediana. Eu não quero que seja assim.

Enfim, só queria que viesse forças e disposição do fígado pra agüentar esse restinho de semestre, que tá sendo foda, sério. Eu não faço tanta questão de ser a melhor da turma, só queria poder dar meu máximo. E que seja assim.

E chega logo, aniversário! Inferno astral é uma lei na minha vida.



Dreams Collide
18 de maio de 2009, 12:19 AM
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Não sei quanto a você, possível leitor, mas eu e meus 18 anos (os últimos dias deles, devo dizer) temos muitos planos pro futuro, nada muito concreto, só ambições e objetivos de vida. Não sei como chegar até lá, nem os detalhes do que é o meu “lá”. Mas é um pouco confuso às vezes parar pra pensar no meu futuro.

No início, eu achava que fosse ser possível ter duas profissões, por mais desconexas que elas fossem. Mas, percebi logo no começo do meu ensino superior, que não vai dar certo. Semana passada foi prova disso. Em termos de qualidade de vida, eu fui nota zero, honestamente. É claro que o fator “falta de organização” foi extremamente importante pra loucura que foram os últimos seis dias. Mas eu sou assim e acabo me arranjando no final. O fato é que foi insano. Eu dormia 6 horas por dia, estudava 5 horas seguidas, além das aulas, comia só besteira.

De qualquer forma, eu não vou largar nenhum dos cursos ainda. Primeiro porque tou adorando direito. Os professores são muito bons, algumas matérias são bem legais e eu acredito que vá me dar bem na profissão do que quer que seja nessa área. Já nna UnB, as coisas não andam tão bem assim. Eu amo o curso, juro. O design me fez enxergar o mundo de uma maneira bem diferente, me fez prestar atenção em coisas que passam batido pela maioria das pessoas, eu aprendi bastante mesmo. Mas os professores são muito fraquinhos, alguns muito picaretas. Não todos, lógico. Mas é desistimulante você notar que o cara falta e não avisa ninguém, que não prepara a aula do dia, que não estuda a matéria que vai dar, se baseando naquela que ele fez há 7 anos atrás. O pior de tudo é ele fingir que é um bom prefessor. E o cúmulo mesmo é ter alunos que não percebem a picaretagem, achando que o cara é competente no que faz. Bom, ainda sobre desenho industrial: eu não sei se eu vou me dar bem, sabe?! Tem tanta gente boa na minha sala e eu sei que não tou dando o meu máximo. Seja pelo cansaço em relação às duas faculdades, seja pelo fato de eu saber que os professores ficarão satisfeitos com o meu não-máximo. E quando eu vejo resultado e reconhecimento verdadeiro e válido na faculdade que, teoricamente, era a secundária, piora a situação.

Voltando aos meus planos pro futuro… apesar dos pesares, eles se mantém. Mas minhas ambições ficam cada vez mais voltadas pro Direito. Não sei… a UnB deveria cobrar mais dos alunos, pra nivelar melhor o negócio, sabe?! A verdade é que eu tou um pouco decepcionada com o curso, com as avaliações de alguns professores… Eu queria que um prefessor falasse “que merda é essa, Paula? Volta pra casa e me mostra que você quer ser designer. Se esforça, porque eu sei que você consegue fazer melhor que isso”. Só isso. Não precisa me ensinar, porque isso a gente corre atrás. Mas que, no mínimo, avalie como um bom profissional.

Que o mundo do design na UnB volte a me encantar, porque, honestamente, eu preferia não saber o que eu queria ser quando me formasse, do que me conformar em ser feliz sendo servidora pública.



BUSY BUSY BUSY – part II
13 de maio de 2009, 12:45 AM
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Situação atual:

3 provas, meio fichamento, simulois, vila DNOCS. A lista nunca diminui, sério!

obs.: já estudei pra uma prova, hehe.

CADÊ AS FÉRIAS, POXAVIDA?!



Busy Busy Busy
12 de maio de 2009, 1:21 AM
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PRECISO DE MAIS DOZE HORAS NOS MEUS DIAS ESSA SEMANA!

3 provas, um controle, um fichamento e simulois. Além da UnB, da UDF e, poxa, eu preciso dormir também, né?

SOR-TE, Paula.



If we could change the world…
21 de abril de 2009, 11:22 PM
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Chegou ao fim um trabalho que durou aproximadamente 6 meses. A SiNUS, que teve início para mim a partir do dia que recebi a notícia que seria diretora-assistente do Comitê Histórico, terminou hoje.

Simulação da ONU sempre foi uma paixão minha, desde a primeira que participei, no meu primeiro ano. Posso até dizer que boa parte da minha personalidade foi definida pelos modelos que fiz no meu Ensino Médio, seja pela experiência extracurricular que exigia uma outra postura, seja pelas pessoas com as quais eu convivi e que tinham os mesmos interesses que eu. Mas eu nunca havia participado do processo completo do outro lado da mesa. Apesar de já ter moderado, peguei o bonde andando e não tive todo o processo maluco de pesquisa e redação que os diretores têm durante o semestre.

Essa SiNUS, então, foi a minha primeira verdadeira experiência na diretoria de modelos da ONU. Iniciando do verdadeiro começo: reuniões na temida FA com pessoas absolutamente desconhecidas, prazos a serem cumpridos, redação de uma parte do guia de estudos, mais reuniões, mais prazos, passagem de regras, treinamentos, mais reuniões e, finalmente, a simulação em si.

Entretanto, esse ano foi especial. Me lembrou o sentimento do meu 1º ano, quando eu conheci pessoas maravilhosas. Tive novamente essa oportunidade esse ano. Além dos outros diretores, que acabaram sendo companhia mais que agradável, os próprios delegados tiveram muita importância. Isso é raro pra mim, porque nas minhas simulações em que era delegada, não fazia amizades com os outros. E esse ano, como mesa, me aproximei de um jeito inédito do pessoal.

Além do trabalho cansativo ao longo dos 5 dias de simulação, momentos de descontração com os outros diretores vão ficar marcados. Porque não há criatura engraçada como a Ana Patrícia, com suas pérolas, códigos e comentários; não há diretoras mais organizadas, prestativas e gracinhas que a Camila e a Pérola; e não há companheiro de fofoca que, além de tudo, vira inimigo de uma hora pra outra como o Fernando. E eu sei que, assim como os amigos que fiz no 1º ano, as pessoas que conheci na SiNUS certamente vão tomar seus respectivos rumos, mas as lembranças certamente ficarão, sobretudo os momentos da Declaração Universal da PL.

Bem, há quem diga que simulações são apenas atividades extracurriculares. Pra mim, tem um significado muito maior, muito mais especial e importante. E também utópico. De alguma forma, cada aluno, seja do Ensino Médio ou Superior, que dispõe do seu tempo livre pra se dedicar a debater sobre tópicos da agenda internacional mostra, mesmo que indiretamente, que se preocupa com a situação atual, que não é só mais um da massa. Essas pessoas querem fazer diferente e fazem o que podem pra isso. Todos os debates, todos os documentos só provam a sede  de mudar o mundo que os nossos delegados de 15, 16, 17 anos têm. E isso dá ânimo pra qualquer um que não acredite em um futuro melhor.



Sweet Surrender
9 de abril de 2009, 6:31 PM
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Amigolate

Thiagoso e Lara

Como de praxe nessa época do ano, as pessoas do seu ambiente de estudo/trabalho trocam chocolate (e declarações de afeto, na hora da revelação). Na UnB não foi diferente. A nossa turma fez o tradicional “amigolate”.

Quando fomos tirar os papeizinhos, aconteceu de uma das criaturas que compõem o meu semestre revelar, mais uma vez, a pessoa que verdadeiramente é. Teoricamente, isso iria abalar todo mundo, as pessoas iam ficar surpresas com a atitude e tudo mais. Mas vindo de quem veio, o máximo que conseguiram foi rir e achar tosco, assim como eu fiz. Deve ser horrível ser óbvio, mas pior ainda é ser negativamente óbvio, você esperar nada mais que atitudes idiotas de alguém.

Bom, hoje foi o dia da troca de elogios e do chocolate, que deveria ser larocado*. Quem me tirou foi o rapaz da foto acima, o Thiagoso, que, além de dizer, é claro, sobre a minha estatura, disse que sou uma menina meio brava. Haha! Que bom que ele não falou “a pessoa que eu tirei é uma menina muito fofa”, porque aí sim ia ser o fim. Acho que não tem adjetivo mais mongol do que “fofo”. Porque, pra mim, junto com o significado real da palavra, vem agregado um sentido de “insosso”, “retardado”, “passivo”. Então que eu seja meio brava, mas não fofa! (A outra na foto é a Lara, que tirou o Thiagoso.Um dia vou escrever só sobre ela. Não existe pessoa igual, mesmo. hahaha!)

quem não tem colírio...

Depois de todo esse sweet, sweet moment, fui me divertir com um molde de óculos Ray-Ban da Cibele, que acabou por ser o motivo de lágrimas até o resto da aula. O que acontece é que a Isabella decidiu fazer um book a la anos 80 com o troço e depois a Lara e o Henrique entraram na brincadeira e, no fim, eu só conseguia rir.

*Larocar: (v. tr.) enfeitar em excesso.

Isabelloca e Henricoso

Isabelloca e Henricoso

Cibe, a designer de óculos

Cibe, a designer dos óculos.