Another Words


Guernica e a meta número 2
15 de novembro de 2009, 3:57 PM
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Ok, agora que é oficial, posso contar: passei na prova de estágio do TJ, me chamaram, eu aceitei, já assinei contrato e começo na segunda!!! :D Tou súper empolgada, lógico, mesmo que seja na vara cível. O que acontece é que passar em um estágio por causa de entrevista é uma coisa, passar por causa de prova são outros 500. Por mais que a prova cobrasse coisas sobre arte*, atualidade e coisas não-ligadas a direito, ainda acho que é um ótimo meio pra selecionar pessoal. Me revolta muito estar na universidade e ver que as pessoas, na verdade, são umas antas em tudo que não é relativo ao curso em que estão matriculadas. Não que eu seja a senhora sei-sobre-tudo-que-tá-acontecendo, mas eu sei que isso é muito importante e tento me atualizar.

Por ironia, me ligaram na sexta, me chamando pra estagiar na área de design. Eu ainda não sei muito bem o que eu vou fazer e, pra falar a verdade, eu tou tão empolgada com tudo (estágio, viagem, fim de semeste…), que nem tou esquentando a cabeça pra ver no que tudo isso vai dar.

O que importa é que, a partir de segunda, terei -20h semanais disponíveis e tou muito feliz que vou gastá-las com uma coisa que eu queria, por mais que seja loucura total entrar nisso bem no caos do fim de semestre. E com isso eu cumpro metade da minha meta nº 2, “estagiar em cada uma das áreas”.

 

* Aconteceu uma coisa meio absurda nessa prova pra estagiário do TJ: caiu uma questão, perguntando de quem era o quadro Guernica. Ok, respondi, fui pra casa achando o máximo finalmente cobrarem questões sobre cultura geral que eu considero importante que as pessoas saibam, por mais que essa tenha sido meio óbvia. Cheguei na minha aula de processo penal na segunda e tinha uma menina (que tinha gabaritado a prova passada da matéria) comentando sobre a prova do TJ:

“achei muito sem noção!!! Como eu vou saber quem fez os jardins do Itamaraty? E aquele quadro??? PRA QUE EU PRECISO SABER DAQUILO SE EU FAÇO DIREITO?”

E os amiguinhos dela concordando. Viu o naipe das pessoas?! Pois eu achei lindo ter caído quem pintou um dos quadros mais importantes do modernismo e não é porque eu sabia que tinha sido Picasso. Que caísse um que eu não soubesse… É importante cobrarem isso das pessoas, pra que elas comecem a saber (porque se não cai em concurso, ninguém se interessa ¬¬), porque aquilo ali é cultura, poxa! É história contada de um jeito muito mais interessante. Muito mais importante do que saber nox, matriz, classificação de planta ou aquelas baboseiras todas que fazem a gente engolir no ensino médio e que a gente acaba descartando depois que passam as provas, porque são completamente inúteis.

Então, minha filha, você precisa saber quem pintou a Guernica e quem projetou os jardins do Itamaraty exatamente porque você faz direito.

Até!

Paula-rebelde-estagiandonotj (hihi), beijos.

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Strangers
5 de setembro de 2009, 1:10 AM
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Ok, que vidinha mais bagunçada tá a minha. Bom, não exatamente bagunçada, mas diferente do que sempre foi.

Muitas incertezas, muitos desejos, poucas possibilidades. Não sei se vale a pena eu continuar meu curso na UnB, porque tou achando tudo muito chato, uma tortura ir praquele lugar. Não as aulas em si, que até não estão tão ruins. Apesar desse ser, de longe, o semestre mais picareta. PV1 não teve nada de mais até agora, tou sem prof. em AG1 até o dia 14, MPG até aprendo coisas, mas a aula é cansativa. Só fotografia que tá bem bacana (por acaso, a única matéria que não é do meu departamento e a única que faço com pessoas aleatórias). Mas aquele ambiente me deixa completamente infeliz. Não me identifico com as pessoas, não tenho vontade de fazer absolutamente nada por lá, não fico nem animada em estar lá,  não gosto de passar o tempo livre fazendo nada naqueles prédios… um peixe fora d’água mesmo! Eu não consigo ver progresso nenhum em mim mesma com relação ao curso. Nossa, tá bem chato, mesmo. Não que eu esteja presa ao meu Ensino Médio, como minha mãe sugere. Nem que eu não me esforce. É outra coisa… É questão de não se sentir bem no lugar mesmo. E ver o quanto aquilo te afeta, deixando seu astral lá embaixo. Eu fico quase o tempo todo torcendo pra sair de lá e ir pra casa ou pra encontrar alguém amigo.

É muito estranho, porque na UDF, que eu não conheço quase ninguém, me sinto bem. Não tem ninguém muito querido, a não ser o Paulo, mas eu vejo ele umas 2 vezes por semana por 15 minutos só. É uma questão das pessoas que te cercam não te fazerem mal mesmo. Não precisa fazer bem também, é só ficar lá, numa boa, sem te afetar negativamente. Não tem competição, não tem crítica, nada.

Eu sei que isso, provavelmente, é uma má fase minha, que não ando muito paciente e tolerante. Porque sempre me senti assim com as pessoas da UnB, mas eu pensava “tudo bem, você precisa aceitar as novas pessoas”. Acontece que antes não me fazia tão mal, quanto agora.

Tá uma coisa bem estranha esse ano…

Quando ao post “Let the flames begin”:

– CONSEGUI MONITORIA DE METODOLOGIA! :D

– E fui no cinema na quarta, all by myself! “Se beber, não case”. Meudeudocéu! Que filme engraçado! Juro! E olha que eu detesto comédias americanas…



Raindrops keep falling on my head
13 de agosto de 2009, 1:50 AM
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Já tá tarde pra caramba e eu tenho aula amanhã de manhã, mas eu queria vir escrever alguma coisa. Nada específico, na verdade, então vou tirar o pessimismo do post passado, dizendo que a minha impressão de que minha vida anda em círculos se foi. Realmente, era coisa de férias, que nada novo pode acontecer (pelo menos pra mim). Minhas aulas na UDF começaram e tudo deu uma boa melhorada.

E, por algum motivo, todo o resto da minha vida tá mudando. Questões passadas sendo, finalmente, enterradas, me fazendo seguir em frente de um jeito ou de outro. E tudo que me cerca também tá mudando e começando a me afetar. Seja nas faculdades ou na minha vida pessoal. Isso é bom, diante do meu desespero do post passado.

A matéria chata da vez é empresarial 2, pelo menos a parte de título de crédito. Queria expressar isso logo no começo do semestre, pra no final eu sentir o gostinho delícia do fim.

A boa continua sendo penal, não adianta. Acho que eu tenho uma coisa pelo crime. hehe. E é hereditário, pelo visto.

Ok, que desconexo isso foi. Enfim, preciso dormir.



12 de junho de 2009, 2:53 PM
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Oi.

Vim informá-lo, possível leitor, que existem 3 tipos de obrigação quanto ao objeto: de dar, de fazer ou não-fazer. Existem 4 tipos quanto à espécie: alternativa, facultativa, divisíveis/indivisíveis e solidárias.

E eu tive de estudar 6 horas pra aprender isso. :)

Meu futuro, com certeza, não é no Direito Civil. Assim, CERTEZA!

Ah, queria dizer que eu fiz uma coisa legal ontem: fui na torteria com uma amiga gracinha e ficamos conversando um tempão. Tá, nada demais, mas eu gosto de fazer essas coisas. Mais do que ir pra baladis. Se eu terminar meus estudos antes das 9 da noite, vou no cinema relaxar. Se não, vou amanhã.



Hello, stranger
6 de junho de 2009, 5:31 PM
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Hoje eu não tenho nada pra contar. Fui pra aula, comi sushi e depois, morango e vi dois filmes, sendo que um deles era repetido.

Mas se você quer saber, possível leitor, cada item dessa lista tem uma história. O que eu quero dizer é que não vale a pena contar nenhuma delas.

Eu até tenho uma coisa pra contar, mas não seria tão interessante e, no fim das contas, não concluída. Então, acho melhor o meu espírito impulsivo aflorar pra eu poder vir contar as coisas.

Isso me leva de volta ao meu dia. Na semana passada, eu tava conversando com a Isabella sobre estranhos. E, então ela disse “você só percebe que não notava a presença de alguém até conhecê-la e, então, passar a vê-la todos os dias.” Engraçado, porque esses dias, um cara amigo da minha prima me ligou pedindo que eu enviasse um trabalho meu pra ele. Eu nunca tinha conversado com o rapaz, mas já tinha o visto uma ou duas vezes andando com essa minha prima. Chega no sábado e eu percebo que ele faz aula comigo. Quero dizer, há um semestre eu vejo o cara todo sábado e nunca tinha reparado na existência dele.

Daí, chega a tarde e eu vejo “Paixão à flor da pele”, que uma mulher vivia observando o cara e ele nunca notou a existência dela. A história tomou proporções que, obviamente, não aconteceria comigo. Mas isso te faz pensar em um monte de coisas.

Eu gostaria de ser notada por todos ao longo do semestre. É lógico que eu sei que isso não acontece, até porque eu sento no fundo e não falo com ninguém. Não é legal você passar despercebida por quase 6 meses enquanto você estava lá.

Eu presto bastante atenção em todas as pessoas que me cercam, mesmo que eu não as conheça.

E isso me leva à história sem conclusão que eu disse que não ia falar, mas tá. Tem um outro cara que faz penal comigo. Eu queria dizer que noto a presença dele. Eu sei que ele já me notou também, porque de vez em quando eu pego ele olhando pra mim ou vice-versa. Tá, não é nada amoroso ou coisa do tipo. Mas eu acharia legal se alguém estranho viesse falar “oi! Eu te vejo toda segunda e quinta e nunca falei com você, né?”

Eu gostaria de dizer isso, na verdade. Mas tá, não vai acontecer. Eu sou tímida demais pra isso e mesmo que não fosse, acho que seria tosco se eu falasse pra alguém que não pára pra pensar sobre isso. Além do mais, a pessoa ia achar que eu tava dando em cima ou sei lá.

Enfim, coisas que provavelmente acontecem muito em Brasília. Não que eu reclame, afinal… se eu fosse uma cidade, definitivamente seria Brasília. Mas essa frieza e falta de simpatia cotidiana às vezes incomoda. Eu realmente queria dizer “oi” pro cara da aula de penal.



Inferno Astral
24 de maio de 2009, 12:32 AM
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Odeio mediocridade, meio-termo, nem quente-nem frio, nem bom-nem ruim. Não gosto de ser só mais uma no meio dos milhares estudantes de direito, nem só mais uma que gosta e que quer trabalhar com design. Já não gosto nem de ser mais uma no meio dessa cidade, o que é mais que normal. Mas o comodismo (e o cansaço) tomou conta de mim e acaba que eu sou aluna MS, sou só mais uma mesmo. E o que eu faço que, teoricamente, deveria me diferenciar, não é reconhecido ou não é valorizado. Então, qual o sentido de eu me envolver em mil e uma coisas (que, confesso, entro mais por gostar do que pela busca de reconhecimento) se não vai fazer a menor diferença no fim das contas? Aliás, só vai reduzir o tempo que eu deveria fazer alguma outra atividade “mais importante”. Mas as coisas extra-curriculares que eu faço me dão prazer. Eu gosto de “perder” um final de semana pra ficar dentro de uma sala discutindo sobre algum problema mundial, eu gosto de gastar a tarde do meu domingo falando sobre o que eu acredito pra protótipos de gente, eu gosto de ajudar pessoas que não tem ajuda. Gosto ainda de escrever, de dormir, de fazer nada, de ficar deitada na minha cama pensando na morte da bezerra ou nos formatos das estrelinhas no teto do meu quarto. Enfim, gosto de ter um tempo pra mim, pra eu desfrutar da minha própria companhia.

Acontece que todo mundo enxerga tudo que eu faço como “ela fica arranjando mil coisas pra fazer”! O pessoal da UnB pensa que eu sou doida em fazer outra faculdade e devem achar inútil, no fim das contas. Ou, no mínimo, que eu não sei o que quero. Os da UDF não entendem que diabos é desenho industrial e pensam que eu fico só de manhãzinha da universidade federal desenhando coisas legais. Os dois acham que é perda de tempo na altura do campeonato eu mexer com simulação (isso quando eles entendem o que é isso, lógico), catequese, projeto lá na vila DNOCS ou qualquer outra coisa que eu faça. Pensar em ir no cinema numa quarta então… nossa! É pecado.

Chega uma hora que cansa de conviver com pessoas que não vivem no mesmo universo que você. Porque só vem crítica e nunca reconhecimento, sabe?! Não que eu esteja pedindo isso, mas parar de ficar julgando o meu tempo não-UnB já seria o bastante. Por outro lado, talvez todo mundo tenha razão… talvez eu esteja fazendo coisa demais. Mas eu só me envolvo com esse tanto de coisa porque eu sei que eu dou conta. Acontece que ultimamente não tem sido assim. Eu tou cansada, sério. Como nunca antes. Por milhões de motivos, além do tempo apertado. Eu sei que não tou dando o máximo de mim mesma, mas eu juro que tou fazendo o que consigo, o que minha disposição me permite. Mas não tá vindo mais retorno como antes. De nenhum lado. Parece que eu finalmente virei adulta e que sou eu e eu só. E eu não tava preparada pra isso ainda. Eu achava que fosse ter reconhecimento aqui em casa e nas faculdades pelas coisas que eu faço, que fosse ter os amiguinhos high school na UnB, que fosse ser um monte de coisa, muito diferente do que tá sendo. E, na verdade, não vem nada. Nem nota, nem elogio, nem uma frase que não seja criticando a minha mania de querer fazer tudo ao mesmo tempo. E disso tudo sobrou uma alternativa: aprender a ser auto-crítica e não querer botar defeito em tudo que eu faço até alguém abrir meus olhos pra dizer “não, Paula! Foi bom o que você fez…”

E não vou trancar faculdade, deixar de participar das coisas que eu gosto ou de ir no cinema na quarta. Não vou! Porque eu tenho alguns (poucos) exemplos bem-sucedidos de pessoas que conseguiram fazer bem alguma coisa além da faculdade. Mas eu também não suporto estudar pra tirar 7 ou 8. Isso era muito aceitável no Ensino Médio, porque era tudo muito inútil no meu ponto de vista (e eu ainda acredito que seja!). Mas agora que eu escolhi o que eu quero fazer pro resto da vida, não dá pra ficar sendo aluninha mediana. Eu não quero que seja assim.

Enfim, só queria que viesse forças e disposição do fígado pra agüentar esse restinho de semestre, que tá sendo foda, sério. Eu não faço tanta questão de ser a melhor da turma, só queria poder dar meu máximo. E que seja assim.

E chega logo, aniversário! Inferno astral é uma lei na minha vida.



Dreams Collide
18 de maio de 2009, 12:19 AM
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Não sei quanto a você, possível leitor, mas eu e meus 18 anos (os últimos dias deles, devo dizer) temos muitos planos pro futuro, nada muito concreto, só ambições e objetivos de vida. Não sei como chegar até lá, nem os detalhes do que é o meu “lá”. Mas é um pouco confuso às vezes parar pra pensar no meu futuro.

No início, eu achava que fosse ser possível ter duas profissões, por mais desconexas que elas fossem. Mas, percebi logo no começo do meu ensino superior, que não vai dar certo. Semana passada foi prova disso. Em termos de qualidade de vida, eu fui nota zero, honestamente. É claro que o fator “falta de organização” foi extremamente importante pra loucura que foram os últimos seis dias. Mas eu sou assim e acabo me arranjando no final. O fato é que foi insano. Eu dormia 6 horas por dia, estudava 5 horas seguidas, além das aulas, comia só besteira.

De qualquer forma, eu não vou largar nenhum dos cursos ainda. Primeiro porque tou adorando direito. Os professores são muito bons, algumas matérias são bem legais e eu acredito que vá me dar bem na profissão do que quer que seja nessa área. Já nna UnB, as coisas não andam tão bem assim. Eu amo o curso, juro. O design me fez enxergar o mundo de uma maneira bem diferente, me fez prestar atenção em coisas que passam batido pela maioria das pessoas, eu aprendi bastante mesmo. Mas os professores são muito fraquinhos, alguns muito picaretas. Não todos, lógico. Mas é desistimulante você notar que o cara falta e não avisa ninguém, que não prepara a aula do dia, que não estuda a matéria que vai dar, se baseando naquela que ele fez há 7 anos atrás. O pior de tudo é ele fingir que é um bom prefessor. E o cúmulo mesmo é ter alunos que não percebem a picaretagem, achando que o cara é competente no que faz. Bom, ainda sobre desenho industrial: eu não sei se eu vou me dar bem, sabe?! Tem tanta gente boa na minha sala e eu sei que não tou dando o meu máximo. Seja pelo cansaço em relação às duas faculdades, seja pelo fato de eu saber que os professores ficarão satisfeitos com o meu não-máximo. E quando eu vejo resultado e reconhecimento verdadeiro e válido na faculdade que, teoricamente, era a secundária, piora a situação.

Voltando aos meus planos pro futuro… apesar dos pesares, eles se mantém. Mas minhas ambições ficam cada vez mais voltadas pro Direito. Não sei… a UnB deveria cobrar mais dos alunos, pra nivelar melhor o negócio, sabe?! A verdade é que eu tou um pouco decepcionada com o curso, com as avaliações de alguns professores… Eu queria que um prefessor falasse “que merda é essa, Paula? Volta pra casa e me mostra que você quer ser designer. Se esforça, porque eu sei que você consegue fazer melhor que isso”. Só isso. Não precisa me ensinar, porque isso a gente corre atrás. Mas que, no mínimo, avalie como um bom profissional.

Que o mundo do design na UnB volte a me encantar, porque, honestamente, eu preferia não saber o que eu queria ser quando me formasse, do que me conformar em ser feliz sendo servidora pública.