Another Words


Dark and Twisty
10 de dezembro de 2009, 5:46 AM
Filed under: 1 | Tags: , ,

Meredith Grey, segunda, terceira e quarta temporadas. Esse tem sido meu drama dos últimos dias. Essa coisa interminável e doentia, que faz bem por um segundo e mal pelos mil seguintes.

Preciso de um post-it azul, caramba! Me prometa alguma coisa, qualquer que seja.

Ok, moving on. Viajo hoje e as coisas vão se acalmar, como sempre. Dessa vez eu aprendi, eu juro.

E mais um quote dela, pra minha listinha de sabedorias pra vida, que sintetiza tudo que eu aprendi com essas coisas imbecis que insistem em aparecer pra mim:

Denial. It’s not just a river in Egypt. It’s a freaking ocean.

Beijos,

último post do ano no Brasil, amém.

Anúncios


You live, you learn
28 de outubro de 2009, 6:26 PM
Filed under: 1 | Tags: ,

Já diria a sábia Alanis. Hoje eu descobri que a vida é irônica, que as pessoas são muito tapadas (meudeus, como são…) e que eu não fui uma total sem-caráter-egoísta. Tudo isso com uma frase só. :)

Le-gal. Eu já providenciei o cumprimento de dois itens da minha lista, mas só vou postar quando eles, de fato, forem realizados.



Little Girl Blue
23 de outubro de 2009, 12:00 AM
Filed under: 1 | Tags: , , ,

Sério, pessoas novas e interessantes do mundo: apareçam! Não agüento o mesmo drama mais não, nem fuçar os mesmos orkuts, nem me lembrar das mesmas histórias e das mesmas conversas.
Esse tempo chuvoso ainda atrapalha todos os meus planos, porque os vidros ficam embaçados e aí, meu amigo, não tem como esconder mesmo.

Essa é a melhor música da Janis Joplin, vai por mim, possível leitor. Aliás, é uma das minhas músicas preferidas de todas. Lindíssima! Melosíssima (é, é melosa)! E doída.



Stuck on you
10 de maio de 2009, 11:48 PM
Filed under: Sem categoria | Tags: ,

Eu poderia reclamar de todo o carma que eu carrego, de tudo que me acontece sem que eu possa escolher, mas se tem uma coisa que eu não tenho motivos pra falar um “a” é na minha mais longa, bizarra e interessante relação. Pra sua surpresa, possível leitor (que pode ser a Lorena, a Vivian, alguém que me conheça e que não me avisa que lê isso, um anônimo qualquer que se interesse pelas coisas que eu escrevo ou a minha mãe), não é o falecido.

Tudo bem, se você me conhece deve estar se perguntando “de que relação ela tá falando, afinal?”. Eu não estou me referindo a contato físico diário, ligações melosas à noite, cinema no final de semana, cerimônia chata de conhecer a família chata e toda aquela coisa própria de namoro, casamento e afins. O grande ponto-chave da relação é justamente o relacionamento entre as duas pessoas e isso não foi um pleonasmo. Então, eu poderia estar me referindo à minha amizade de quase 10 anos com a Déborah ou a de quase 8 anos (hihi) com a Lorena, assim como poderia falar dos quase 3 anos com o falecido ou dos quase 5 anos com a pessoa a que eu estou, de fato, me referindo.

Eu não vou contar historinha detalhada de como as coisas aconteceram. Na verdade, eu só queria falar da relação em si: uma mistura doida de não-tenho-nada-a-ver-com-você com uma outra coisa que eu não consegui definir. Uma outra coisa muito boa, eu digo.

Teve um tempo que eu pensei que fosse meu carma, que não importava o quanto eu tentasse seguir meu próprio rumo, as coisas conspiravam a favor dos dois rumos se encontrarem. Teve um tempo que era a minha obsessão, que era dia e noite pensando e falando sobre. Teve um tempo que eu esqueci da existência, ou pelo menos fingi, porque essa era a coisa certa a fazer. Até que chegou o tempo de impulsividade, que eu fiz a maior merda besteira do universo, mas que era também a melhor besteira que eu poderia ter feito na época. Teve ainda o tempo de tentar banalizar, achando que aquela coisa que a gente tinha acontecia com todo mundo o tempo todo. Veio então o tempo de colocar os pingos nos i’s, de acertar as coisas, de definir o que era aquilo e se aquilo era alguma coisa. Não era nada, não tinha nada pra se acertar e muito menos i’s pra serem colocados pingos. Chegou o tempo que eu racionalizei tudo e vi que não era e que nunca foi nada. E ficou assim por muito tempo. Por mais que coisas acontecessem, pra mim não era nada.

Um dia, não sei quando e nem porque, eu acabei percebendo que coisas aconteciam, logo era alguma coisa! Minha necessidade de definir foi indo embora, não porque eu me contentei com o que tinha, mas porque eu percebi que o “alguma coisa” é o que era. É o que é, na verdade. Não tem nome, não tem previsões, não tem regras ou certo/errado. E também não é a casa da mãe joana. Só é, entende?! E é nas horas que têm de ser ou que precisam ser.  E acho que é por isso que dá certo: as circunstâncias é quem determinam se vai ser.

E por mais estranha que essa relação pareça, ela é especial, sabe?! Não tá no grupo das que eu quero esquecer ou no grupo das que eu vou esquecer. Pra falar a verdade, eu tento não perder os detalhes, porque dá vontade de ficar lembrando, por ser uma coisa positiva.

Não é carma, não é obsessão, não é mais impulsividade, não tem definição, mas também não é banalizado. Não é nada e, ao mesmo tempo, é muito. Basta que seja na hora certa.



Smells like teen spirit
7 de maio de 2009, 5:53 PM
Filed under: Sem categoria | Tags: ,

Ultimamente, não por falta do que fazer, comecei a ler o blog Diário de Solteiro. Muitas experiências alheias sobre a vida de solteiro, com seus prós  e contras.

É lógico que eu não ia postar lá algum causo meu provindo do meu atual “relationship status”. Primeiro porque muita gente leria e depois porque eu não tenho nenhuma grande história que mereça destaque. Apesar disso, desde o mês que eu juro que não lembro, quando eu fiquei solteira, aconteceram  coisas inusitadas: armários caindo, eu procurando no google o que tal remédio fazia (calma! não era pra mim não. hehehe), propostas indecentes e outras coisas mais…

O fato é que, depois de um relacionamento longo, você acaba com umas manias que nem sabia que tinha. A questão do cheiro é uma delas. Antes do falecido, eu não lembro se ligava tanto pra isso, mas o fato é que agora é um ponto fundamental. Não só pra caras, mas quando eu conheço alguém que use um perfume que eu não gosto, eu já fico evitando a pessoa pra sempre. Lá na UDF isso acontece demais, porque as pessoas saem do trabalho e acho que passam perfume pra não ficar com tanta “aparência” de “tou nojento depois de um dia de trabalho”. Ou então, as meninas de 19, 20 anos passam perfume pra atrair o “gatinho”, o que acaba acontecendo mesmo. Semana passada, veio um amigo meu, que vou chamar de B. (não, não é a Blair. hehe)

B. – Paula! Você viu a M* ontem? Ela tava muito cheirosa!
Eu – Aham! Odeio aquele perfume. É o Egeo. Eu já usei ele, mas é muito enjoativo, né?
B. – Nããão!!!Tava muito bom
Eu – Ah…

??? Não é possível que cheiro seja tão subjetivo assim. Quero dizer, a menina tinha tomado um banho de Egeo e os carinhas ainda tinham gostado.

Até aqui em casa isso acontece. Minha mãe tem mania de perfume e passa sempre depois do banho, independente da hora. E ela passa com vontade! Meudeus! Pior é quando ela liga um pauzinho de fumo (incenso) pra queimar. É morte certa pra mim. Tem também o Tiago, que acha que você fica limpo é com perfume.

Pelo visto, eu que sou chata demais com isso. Eu lembro que tava lá no Duty Free, cercada dos perfumes que chamavam minha atenção pela propaganda. Aproveitei e fui lá sentir o cheiro do famoso Chanel 5. Puuuuts! Eu detestei! Ok, vou dar chance a outras celebridades. Tentei tudo, juro: Burberry, Carolina Herrera (o da maçã, os 212s da vida), Kenzo, Lacoste, Givenchy, Dolce & Gabanna… Sabe o que é nenhum ter me agradado?! Pois então… Na volta, passei lá de novo e nem consegui entrar na loja, enjoada dos cheiros.

Então, sempre foi um problema pra mim ficar com alguém que não tivesse um cheiro que eu gostasse. Na verdade, o problema mesmo é achar alguém que tenha um cheiro que eu goste. Por que diabos as pessoas só não tomam um banho e ficam com cheiro bom do sabonete?

Tá, o fato é que quando eu achei uma criatura que passava um perfume que eu gostei, era a criatura errada. hehe Mas é realmente muito bom, a ponto de eu querer ficar perto o tempo todo, só pelo cheiro! E eu nunca tinha sentido antes. Daí, vem a SiNUS e tem um menino do Ensino Médio com o mesmo cheiro. De novo, pessoa errada.

E eu só escrevi tudo isso porque hoje eu tava lá na Vivo e senti o cheiro do perfume da criatura. Olhei pro lado e era um velhinho. hehe Eu dei um sorrisinho contido. O cheiro não combina com o velhinho! É cheiro de correr depois de um beijo inesperado, de halls de melancia babado na mão,  de “eu não vou esquecer” na piscina, e, quebrando o galho, até mesmo de “deixa eu falar com você”. Mas, definitivamente, não é cheiro de velhinho no atendimento da Vivo. De novo, pessoa errada.



Nicest Thing
17 de abril de 2009, 1:08 AM
Filed under: Sem categoria | Tags: , ,

Musiquinha de menina pra fim de noite, antes de dormir.

A SiNUS começa amanhã (hoje, hehe)! Depois venho contar, se tiver alguma coisa muito legal. Tou pensando em consertar meu botãozinho de impulsividade de novo.

Sabe aquela fase que você tá cheia de planos e não sabe como executar, mas vem uma vontade do fígado de realizar tudo que você deseja no momento? É, sentimento da semana. Isso acaba fazendo você deixar de lado o que não considera importante. Mas tá… Torça pros planos darem certo, possível leitor!

5 notas relevantes do dia:

1- desodorante do Henrique

2- “Chocante, né?” oooun. Marryme, chuchu.

3- Filho da C e do M, com traços de Vinícius e do cara do amigolate.

4- Temos um professor picareta e, aparentemente, só eu e a Isabella achamos isso.

5- Vi uma impressora de prototipagem 3D. (uuuh!)

All I know is that you’re so nice“. Se a Kate Nash fala isso, é legal. Se eu falo, é porque não sou profunda o suficiente pra elencar uma penca de qualidades na pessoa. Licença poética é uma coisa injusta. Vou comprar a minha, quando for no Paraguai.



I am destroyer, I am lover
2 de abril de 2009, 11:44 PM
Filed under: Sem categoria | Tags: , ,


“All the pain and the fear and the crap. Maybe going through all of that is what keeps us moving forward. It’s what pushes us. Maybe we have to get a little messed up, before we can step up.”

Desde pequena, os finais felizes e românticos fizeram parte dos meus próprios sonhos, que vinham em forma do rumo que eu dava pra vida das minhas barbies. Era sempre a mesma história: a menina que se apaixonava pelo rapaz, mas a amiga também queria ele. No fim das contas, a menina e o rapaz ficavam juntos e felizes e era hora de guardar a bagunça.

Mesmo que inconscientemente, era isso que eu esperava que fosse acontecer comigo. Eu me apaixonar pelo rapaz, ter algumas turbulências pra dar emoção à história, mas ficarmos juntos no final.

Depois de quase uma década de barbies aposentadas, dá pra fazer um balanço do que me aconteceu: sem paixões pelo rapaz, muitíssimas turbulências que não dão tanta emoção quanto eu pensava e sem final juntinho e feliz. (Eu sei que é cedo pra eu ficar falando sobre paixões e finais como uma coisa definitiva, como pareceu ser. Não foi a intenção…)

Quando a gente vai crescendo, o parâmetro, que antes era as histórias da Disney, vai mudando. Aos 12/13, você espera encontrar um amor high school, com demonstrações públicas de afeto, saídas para lugares alternativos,  que nem  em “10 coisas que eu odeio em você”.

Depois que você termina o Ensino Médio, percebe que não tinha nada das comédias românticas high school. Um adendo: devo dizer que tive uma oportunidade sensacional dessas de filmes. Acho que foi com o rapaz que vou chamar de “Push Boy”, que foi o verdadeiro motivo que me impulsionou fazer a coisa mais sensata do mundo (apesar de ser também responsável por eu desfazer a coisa. Mas eu costumo guardar só as boas lembranças…)
Tá. O fato é que um dia, de manhã, estava eu pegando os livros no armário quando ele chegou de fininho e estendeu o braço, que nem nas cenas de filme mesmo.

Falei disso porque acabei percebendo depois que romances high school não são pra mim. No fim dessa cena no filme, a menina fica toda contentezinha e com borboletas estomacais, querendo contar pras amigas que o broto falou com ela. O fim da minha cena foi eu fazendo piadinha “meudeus! E esse braço aí? Isso é muito high school, ‘Push Boy’.” ¬¬

Foi o fim da Era High School. Eu comecei a querer pra mim uma paixão simples,Grey's Anatomy sem surpresas, sem declarações com flores e serenata. Só queria ser correspondida e saber conviver com a pessoa. Comecei a basear meu novo modelo de relacionamento bem sucedido no da Meredith Grey. Muitíssimas turbulências, aparentemente inconsertáveis. A incapacidade de ser racional em relação a essas questões e, de repente, ser tomada pela impulsividade de dizer “pick me, choose me, love me” ou de ligar às 3 da manhã dizendo “Volta, por favor!”. A sensação de não saber o que fazer quando tá mais que claro o que eu quero. O silêncio que não deveria existir… ou melhor, a falta de palavras na hora certa. Por fim, acabei me encontrando numa personagem de seriado e até ela teve seu final feliz. Não do jeito utópico, mas de um jeito possível. Romântico e possível.

No último episódio, o Derek tirou a barba e pediu ela em casamento no elevador:

– You say you’re all darky and twisty. It’s not a flaw. It’s a strength. It makes you who you are. I’m not gonna get down on my knees, I’m not gonna ask you a question. I love you, Meredith Grey. And I wanna spend the rest of my life with you.

– And I wanna spend the rest of my life with you.

O que eu quero dizer é que não espero mais rapazes cavalheiros com flores e chocolates, nem carinhas descolados que vão me surpreender… Tá, não espero também que caras gatões me peçam em casamento num elevador cheio de tomografias. Não espero nada, aliás. Sem resposta mesmo pra um “idea of a perfect date”. Pra falar a verdade, acho que uma conversa longa e significativa já melhoraria bastante. (tá, falar do perfect date não é o ponto aqui.)

Quando um relacionamento (mesmo que seja só o protótipo de um) acaba, bate essa descrença de que vai aparecer alguém que realmente signifique alguma coisa, a ponto de você desejar lembrar. Você não sabe se é por causa dos seus sonhos, que acabaram ficando quase inatingíveis ou, pior, se é pela falta deles, a ponto de um perfect date não ser considerado como tal. Não sabe também se é pelas outras pessoas, que talvez não desejem a mesma coisa que você, que talvez nem desejem, só deixam as coisas acontecerem. E, cada vez que isso acontece, aumenta a insegurança, porque você acaba percebendo que tem alguma coisa errada. E acaba acreditando que o que tá errado é você.