Another Words


For a pessimist, I’m pretty optimistic
28 de setembro de 2009, 8:52 PM
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medo de errar

Dessa vez, não tem uma história, nem um relato, nem mesmo um comentário. Eu até poderia falar sobre fotografia, art nouveau, revelações, despedidas e tantas outras coisas que aconteceram. Mas eu prefiro lembrar que esse foi “o dia que eu recebi o “oi!” mais interessante da minha vida”.

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Say what you need to say
8 de julho de 2009, 9:37 PM
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Acabei de ver o blog de uma conhecida e me deu vontade de postar. Não que eu tenha alguma coisa específica que eu queira contar, mas enfim…

Na quinta passada, eu fui “sequestrada”. Isso porque uns idiotas passaram trote aqui pra casa, deixando meus pais malucos. E eu, na verdade, tava lixando poliuretano na UnB.  As coisas tão feias hoje em dia, viu? Provavelmente, os imbecis que fizeram isso são de um presídio no Rio de Janeiro. Aí, quando você tá lá, em Direito Penal II, estudando as penas brasileiras, seu professor até consegue te convencer de que é realmente uma boa não ter pena de morte ou prisão perpétua e de que o sistema prisional corrige alguns “sujeitos”. Aí acontece um troço desses e a sua vontade é que aconteça com todos os ministros idiotas do STF passem pela mesma situação, pra pararem de falar que isso ou aquilo é inconstitucional e realmente punirem esses idiotas. E não corrige bosta nenhuma! Aquele bando de imbecis vai pra cadeia e só se especializa no negócio, isso sim. São raros os que saem e nunca voltam a praticar crime. É inconstitucional, mas poderia jogar uma bomba mesmo e acabar com aqueles todos. E eu seeei que a maioria das pessoas acha que isso é desumano e blablablá. Mas espera ver seus pais loucos por causa de um idiota que só dorme e come e que ainda tem direito a jogar uma peladinha todas as tardes.

Rebel moment finished. hehehe

 Agora eu faço ragga! :D Bem loco, devo dizer. Tudo bem que eu não levo o menor jeito, não tenho o espírito mano dentro de mim, nem nada. Mas eu tou adorando. Tem uns passos muuito parecidos com a dança do ventre, mas em compensação é rápido como street. Eu acho que sou um desastre dançando, mas a música passa uma energia muito boa e eu tou adorando.

Outra novidade: o cão da minha mãe chegou. O nome dela é Mel e ela adora as minhas pantufas azuis do Chile de 1000 pesos (isso é 4 reais, só pra avisar. euhuheeuh).

Meu semestre (finalmente) tá acabando e foi doidera total. Mas eu prometo que vou melhorar semestre que vem, após lindas férias.



I am destroyer, I am lover
2 de abril de 2009, 11:44 PM
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“All the pain and the fear and the crap. Maybe going through all of that is what keeps us moving forward. It’s what pushes us. Maybe we have to get a little messed up, before we can step up.”

Desde pequena, os finais felizes e românticos fizeram parte dos meus próprios sonhos, que vinham em forma do rumo que eu dava pra vida das minhas barbies. Era sempre a mesma história: a menina que se apaixonava pelo rapaz, mas a amiga também queria ele. No fim das contas, a menina e o rapaz ficavam juntos e felizes e era hora de guardar a bagunça.

Mesmo que inconscientemente, era isso que eu esperava que fosse acontecer comigo. Eu me apaixonar pelo rapaz, ter algumas turbulências pra dar emoção à história, mas ficarmos juntos no final.

Depois de quase uma década de barbies aposentadas, dá pra fazer um balanço do que me aconteceu: sem paixões pelo rapaz, muitíssimas turbulências que não dão tanta emoção quanto eu pensava e sem final juntinho e feliz. (Eu sei que é cedo pra eu ficar falando sobre paixões e finais como uma coisa definitiva, como pareceu ser. Não foi a intenção…)

Quando a gente vai crescendo, o parâmetro, que antes era as histórias da Disney, vai mudando. Aos 12/13, você espera encontrar um amor high school, com demonstrações públicas de afeto, saídas para lugares alternativos,  que nem  em “10 coisas que eu odeio em você”.

Depois que você termina o Ensino Médio, percebe que não tinha nada das comédias românticas high school. Um adendo: devo dizer que tive uma oportunidade sensacional dessas de filmes. Acho que foi com o rapaz que vou chamar de “Push Boy”, que foi o verdadeiro motivo que me impulsionou fazer a coisa mais sensata do mundo (apesar de ser também responsável por eu desfazer a coisa. Mas eu costumo guardar só as boas lembranças…)
Tá. O fato é que um dia, de manhã, estava eu pegando os livros no armário quando ele chegou de fininho e estendeu o braço, que nem nas cenas de filme mesmo.

Falei disso porque acabei percebendo depois que romances high school não são pra mim. No fim dessa cena no filme, a menina fica toda contentezinha e com borboletas estomacais, querendo contar pras amigas que o broto falou com ela. O fim da minha cena foi eu fazendo piadinha “meudeus! E esse braço aí? Isso é muito high school, ‘Push Boy’.” ¬¬

Foi o fim da Era High School. Eu comecei a querer pra mim uma paixão simples,Grey's Anatomy sem surpresas, sem declarações com flores e serenata. Só queria ser correspondida e saber conviver com a pessoa. Comecei a basear meu novo modelo de relacionamento bem sucedido no da Meredith Grey. Muitíssimas turbulências, aparentemente inconsertáveis. A incapacidade de ser racional em relação a essas questões e, de repente, ser tomada pela impulsividade de dizer “pick me, choose me, love me” ou de ligar às 3 da manhã dizendo “Volta, por favor!”. A sensação de não saber o que fazer quando tá mais que claro o que eu quero. O silêncio que não deveria existir… ou melhor, a falta de palavras na hora certa. Por fim, acabei me encontrando numa personagem de seriado e até ela teve seu final feliz. Não do jeito utópico, mas de um jeito possível. Romântico e possível.

No último episódio, o Derek tirou a barba e pediu ela em casamento no elevador:

– You say you’re all darky and twisty. It’s not a flaw. It’s a strength. It makes you who you are. I’m not gonna get down on my knees, I’m not gonna ask you a question. I love you, Meredith Grey. And I wanna spend the rest of my life with you.

– And I wanna spend the rest of my life with you.

O que eu quero dizer é que não espero mais rapazes cavalheiros com flores e chocolates, nem carinhas descolados que vão me surpreender… Tá, não espero também que caras gatões me peçam em casamento num elevador cheio de tomografias. Não espero nada, aliás. Sem resposta mesmo pra um “idea of a perfect date”. Pra falar a verdade, acho que uma conversa longa e significativa já melhoraria bastante. (tá, falar do perfect date não é o ponto aqui.)

Quando um relacionamento (mesmo que seja só o protótipo de um) acaba, bate essa descrença de que vai aparecer alguém que realmente signifique alguma coisa, a ponto de você desejar lembrar. Você não sabe se é por causa dos seus sonhos, que acabaram ficando quase inatingíveis ou, pior, se é pela falta deles, a ponto de um perfect date não ser considerado como tal. Não sabe também se é pelas outras pessoas, que talvez não desejem a mesma coisa que você, que talvez nem desejem, só deixam as coisas acontecerem. E, cada vez que isso acontece, aumenta a insegurança, porque você acaba percebendo que tem alguma coisa errada. E acaba acreditando que o que tá errado é você.