Another Words


Eu tenho um postal, eu tenho um postal, eu tenho um postal, hey, hey, hey! (meta 72)
27 de novembro de 2009, 10:44 PM
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Eu prometi que viria aqui contar (há séculos atrás) de uma meta que eu estava providenciando. Era a 72, participar do postcrossing e receber, pelo menos, 5 postais. Então, eu tava esperando receber pelo menos um, pra provar que não é mito e vir aqui contar direito.

O esquema é o seguinte: você se cadastra no postcrossing.com e coloca seu endereço, pra que as pessoas possam te mandar postais e vice-versa. O site te manda um endereço aleatório de qualquer parte do mundo (eu já mandei pra Portugal, China e Estados Unidos. O próximo é pra Suécia) e seu endereço vai pra outra pessoa aleatória. Daí, quando alguém recebe um postal, cadastra no site (que recebeu) e você já poderá pegar mais endereços. Ah! É que só dá pra pegar 5 por vez.

Eu achei isso muito legal e acabei viciando a Isabella comigo, graças. E agora a gente compartilha essas conversas sobre “meudeus! Não tem postal legal em Brasília!” ou “o cara do correio mentiu pra mim!” e coisas peculiares do tipo. Outra coisa muito legal é essa história de você escrever pra um desconhecido. Parece muito exercício de inglês, que você escreve sobre você e sua cidade em um espaço curtíssimo de 8 linhas, mas mesmo assim é muito bom! hehe

O melhor é a sensação de quando você recebe um. Sério! Eu sempre adorei receber cartas (mesmo que fosse um cartão de Natal do dentista, padronizado pra todos os pacientes), imagina um postal escrito sóóó pra você!

Ok, aqui vai o postal que eu recebi da Jody e sua caligrafia esquisita. Beijos.



Hello, stranger
6 de junho de 2009, 5:31 PM
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Hoje eu não tenho nada pra contar. Fui pra aula, comi sushi e depois, morango e vi dois filmes, sendo que um deles era repetido.

Mas se você quer saber, possível leitor, cada item dessa lista tem uma história. O que eu quero dizer é que não vale a pena contar nenhuma delas.

Eu até tenho uma coisa pra contar, mas não seria tão interessante e, no fim das contas, não concluída. Então, acho melhor o meu espírito impulsivo aflorar pra eu poder vir contar as coisas.

Isso me leva de volta ao meu dia. Na semana passada, eu tava conversando com a Isabella sobre estranhos. E, então ela disse “você só percebe que não notava a presença de alguém até conhecê-la e, então, passar a vê-la todos os dias.” Engraçado, porque esses dias, um cara amigo da minha prima me ligou pedindo que eu enviasse um trabalho meu pra ele. Eu nunca tinha conversado com o rapaz, mas já tinha o visto uma ou duas vezes andando com essa minha prima. Chega no sábado e eu percebo que ele faz aula comigo. Quero dizer, há um semestre eu vejo o cara todo sábado e nunca tinha reparado na existência dele.

Daí, chega a tarde e eu vejo “Paixão à flor da pele”, que uma mulher vivia observando o cara e ele nunca notou a existência dela. A história tomou proporções que, obviamente, não aconteceria comigo. Mas isso te faz pensar em um monte de coisas.

Eu gostaria de ser notada por todos ao longo do semestre. É lógico que eu sei que isso não acontece, até porque eu sento no fundo e não falo com ninguém. Não é legal você passar despercebida por quase 6 meses enquanto você estava lá.

Eu presto bastante atenção em todas as pessoas que me cercam, mesmo que eu não as conheça.

E isso me leva à história sem conclusão que eu disse que não ia falar, mas tá. Tem um outro cara que faz penal comigo. Eu queria dizer que noto a presença dele. Eu sei que ele já me notou também, porque de vez em quando eu pego ele olhando pra mim ou vice-versa. Tá, não é nada amoroso ou coisa do tipo. Mas eu acharia legal se alguém estranho viesse falar “oi! Eu te vejo toda segunda e quinta e nunca falei com você, né?”

Eu gostaria de dizer isso, na verdade. Mas tá, não vai acontecer. Eu sou tímida demais pra isso e mesmo que não fosse, acho que seria tosco se eu falasse pra alguém que não pára pra pensar sobre isso. Além do mais, a pessoa ia achar que eu tava dando em cima ou sei lá.

Enfim, coisas que provavelmente acontecem muito em Brasília. Não que eu reclame, afinal… se eu fosse uma cidade, definitivamente seria Brasília. Mas essa frieza e falta de simpatia cotidiana às vezes incomoda. Eu realmente queria dizer “oi” pro cara da aula de penal.



Se…
30 de março de 2009, 8:15 PM
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Algumas oportunidades na vida só vêm uma vez. Não sei se o certo é dizer que são oportunidades ou se são escolhas. E eu gosto de acreditar que todos os detalhes cotidianos influenciam um acontecimento grande que está por vir. É bom saber que as coisas não acontecem só porque sim, mas que você tem poder sobre elas, que você pode definir, mesmo que indiretamente, o que vai te acontecer no fim das contas. What if...

Acho que não há resposta certa pra essas escolhas. Deixar de fazer alguma coisa não é tão negativo quanto se pensa. A máxima “é melhor se arrepender de algo que fez do que deixou de fazer” não faz tanto sentido pro meu jeito de pensar, já que eu acredito que, se eu deixei de fazer alguma coisa, é porque estava fazendo outra.

Mas o clichê cai como uma luva pra piorar o sentimento horrível do dia seguinte do “o que ia ter acontecido se…”. Daí, já não é arrependimento, é curiosidade em saber como poderia ter sido. E a sustentação de horas a fio de lamentações e divagações “e se…”

Algumas oportunidades só vêm uma vez mesmo. Cabe a você escolher.